Estudo de Competitividade: Empresas têm prazo prorrogado até 31 de dezembro

Uma nova data foi definida – 31 de dezembro de 2020- para que as empresas do Polo Industrial de Manaus que usufruem de incentivos fiscais adicionais apresentem o Estudo de Competitividade exigido por Lei. A lista de produtos beneficiados com incentivos adicionais inclui de embarcações e monitor de vídeo para informática, a aparelho de ar condicionado e máquina de costura, entre outros.

A nova Resolução 003/GSedecti-GSefaz, publicada no Diário Oficial do Estado edição de 29 de setembro de 2020, destaca como justificativa para alteração do prazo anterior – 30 de setembro – a crise gerada pela pandemia da Covid-19 que afetou o sistema de saúde, e as dificuldades enfrentadas pelas empresas em obterem informações de processos. 

A exigência de apresentação do Estudo de Competitividade está fundamentada no  Parágrafo 13 do Art. 13 e no Art. 16, ambos da Lei nº 2.826, de 29 de setembro de 2003, que regulamenta a política de incentivos fiscais do Amazonas, no artigo 1º da Resolução 001/2016, que estabelece procedimentos para estudos de competitividade para indústrias incentivadas.

Para atender a essa Resolução, é preciso comprovação técnica da ocorrência de baixa competitividade do produto por meio de um estudo de mercado qualificado, alertam os técnicos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). A Resolução conjunta 002/2020 Sedecti/Sefaz prorrogou para o próximo dia 30 de setembro a apresentação do Estudo de Competitividade. 

De acordo com a Lei, que prevê revisões periódicas para avaliar as condições de competitividade dos produtos que gozam de incentivos fiscais adicionais, caso não apresentem o estudo de competitividade as indústrias retornam ao nível padrão de benefícios concedidos. 

Entre os requisitos mínimos, o estudo deve relacionar planilhas com a composição do custo de produção no Estado do Amazonas comparativamente à produção nas unidades federadas de referência e demonstrativo de custo e preço do produto importado nas unidades federadas de referência.

O valor do investimento em ativo permanente nos últimos 3 (três) anos com previsão para os próximos 3 (três) anos, e o estudo de mercado e demonstração da participação da sociedade empresarial no respectivo setor, nos últimos 3 (três) anos (market share), são outras exigências previstas em Lei.

O estudo também deve conter cópia da legislação mais favorável à fabricação do produto em outras unidades federadas ou a legislação federal que torne a produção/importação do exterior do bem final mais competitiva do que produzi-lo no Amazonas.