Sedecti vai coordenar Fórum Estadual de Petróleo e Gás

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) será a responsável por coordenar os trabalhos e discussões do Fórum Estadual de Petróleo e Gás, que deve ser criado em cerca de 30 dias. A proposta fez parte de um dos encaminhamentos sugeridos na manhã desta terça-feira (28/09), durante a reunião da Mesa Reate, iniciativa promovida pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A reunião aconteceu na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), na zona sul de Manaus.


A Mesa Reate integra o Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (Reate), que busca promover articulação regional voltada à estruturação da cadeia do petróleo e gás e visa o desenvolvimento de um melhor ambiente para negócios.


O titular da Sedecti, Jório Veiga, destacou que a sugestão para a criação do Fórum Estadual de Petróleo e Gás vai envolver participações importantes como membros das universidades, do Governo Estadual, da iniciativa privada, de associações de produtores de petróleo e gás, entre outros.

 

“No âmbito desse Fórum, vamos criar projetos possíveis ou perfis de projetos para que tenhamos uma lista deles para serem oferecidos em alguns eventos, no intuito de atrair interessados a investir no Amazonas. Esse tipo de trabalho já existe no Ministério de Minas e Energia. A ideia também é ter algo mais específico onde serão discutidas as possibilidades de juntar forças para que possamos ter um portfólio de projetos, e não chegar apenas com ideias, mas, sim, com possibilidades reais, com garantias para atrair novos investimentos das empresas para o Amazonas”, esclareceu o secretário, ao antecipar que as tratativas para o novo Fórum ainda serão discutidas nos próximos dias pela Sedecti. 

 

Frota do Governo a gás natural

 

Ainda dentro das sugestões de encaminhamentos durante a reunião da Mesa Reate Amazonas, o secretário Jório Veiga informou que o Amazonas já está em vias de fazer a conversão de cerca de 15% da frota de veículos do Governo para começar a usar Gás Natural Veicular (GNV). 


“O governador Wilson Lima já sinalizou a possibilidade de transformar, ainda este ano ou até o começo do próximo ano, pelo menos 15% da frota de veículos do Estado que deixará de usar gasolina ou diesel, para usar GNV. Isso deve acontecer quando começarem a vencer os contratos de aluguel desses veículos. Então, são pontos como esse que a gente vê extremamente importantes para a dinamização do mercado de gás natural no nosso Estado”, destacou Veiga.

 

Além da iniciativa com a conversão da frota de veículos para o gás natural, o Governo do Amazonas, por meio da Sedecti, vem atuando na coordenação e articulação das tratativas sobre o mercado de gás natural local junto às distribuidoras. O intuito é aumentar o número de postos de abastecimento de GNV.

 

A exemplo da chamada “Linha Azul” (entre Itacoatiara e Manacapuru), que tem por objetivo a instalação de postos de combustível nesse percurso que abasteçam com GNV. Além de ser menos poluente, o GNV possibilita a economia no custo total de deslocamento, uma vez que o gás natural tem custo menor para os motoristas em relação a outros combustíveis.

 

Mesa Reate

 

A Sedecti é o órgão do Governo do Estado responsável por coordenar os trabalhos da Mesa Reate no Amazonas. Na semana passada, a Secretaria realizou uma prévia e reuniu vários órgãos estaduais, no sentido de alinhar as tratativas para a reunião desta terça-feira (28/09). 

 

O secretário da Sedecti, Jório Veiga, destacou três importantes funções que merecem destaque durante a reunião da Mesa Reate Amazonas.

 

“Ressalto a importância da Mesa Reate destacando primeiro, a facilitação do desenvolvimento dos negócios com a nova regulamentação do petróleo no Brasil, possibilitando a disponibilização de gás para melhorar a economia do Estado e dar maior potencialidade para as atividades decorrentes do uso de energia, seja ela elétrica ou de outras formas”, afirmou Veiga.

 

E prosseguiu, ao destacar a segunda função “da dinâmica que está sendo utilizada, que vai diretamente nos pontos que são os mais importantes a serem discutidos, com determinação de responsabilidades e de prazos para dar os encaminhamentos. E, terceiro, tudo isso vem ao encontro da questão da geração de emprego e renda, beneficiando, principalmente, a população do interior onde estão localizados os reservatórios de gás natural e a produção inicial”, avaliou o titular da Sedecti.

 

Jório Veiga salientou ainda, que a questão do gás natural para o Amazonas é de extrema importância “porque ajuda não somente na diversificação da matriz econômica, buscada há muito tempo, bem como, na interiorização dessa matriz”. Outro ponto positivo, na visão dele, é a possibilidade de uso imediato como no caso do GNV. 

 

“Isso vai beneficiar, diretamente, aqueles trabalhadores que necessitam do uso do combustível para sobreviver, como é o caso dos motoristas de aplicativos, dos taxistas, dos fretistas, entre outros”, apontou. 

 

No contexto desses investimentos, a Sedecti vem alinhando, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), uma avaliação técnica e econômica de possibilidade do uso de ônibus movido a GNV, com novas tecnologias que possam contar com uma maneira de deslocamento dentro do próprio Estado, como forma de um projeto piloto. A ideia é permitir a utilização desse combustível (gás natural) aumentando, também, a demanda e facilitando o acesso.  

 

“O BNDES tem esse dinheiro em caixa e tem capacidade técnica e financeira suficiente para fazer o financiamento de projetos importantes nesse modelo. E esse é o grande papel deles, de desenvolver as regiões que não estão no mesmo nível que as regiões sul e sudeste estão. Nós acreditamos que, com conhecimento e disponibilidade financeira, possamos avançar para ter outros grandes projetos aqui no Amazonas para utilizar o gás natural como fonte de riqueza, que é o que ele realmente é para o nosso Estado”, concluiu Jório Veiga.

 

Assessoria de Comunicação